Bem-vindo a Lyrapaxara
O sentido do nome Lyrapaxara — três palavras antigas que dão nome a este sítio.
Este é um sítio de escrita, de imagens e de algumas memórias. Antes de te deixar percorrê-lo, deixa-me dizer de onde vem o nome — porque o nome do sítio é também o seu programa.
Lyrapaxara é uma palavra composta. Junta três raízes antigas, três pequenas palavras que vieram do grego e do latim, e que, postas em sequência, sugerem um caminho.
Lyra — a lira
A primeira é Lyra: a lira de Orfeu, o instrumento mítico cujo som amansava feras, vergava árvores e abria portas. É o símbolo do acesso ao belo — à música, à poesia, à arte, a tudo o que exige escuta e atenção. Estar atento à lyra é aceitar que a beleza não se impõe: chega devagar, em surdina, e pede que se faça silêncio para ser ouvida.
Pax — a paz
A segunda é Pax: na mitologia romana, a deusa da paz, geralmente representada com um ramo de oliveira. Mas a paz que aqui se evoca não é apenas ausência de conflito. É uma paz fértil, abundante — a tranquilidade que torna possível o cuidado, a hospitalidade, a partilha. Sem essa paz, a lyra não tem onde ressoar.
Ara — o altar
A terceira é Ara: o altar. Não no sentido estritamente religioso, mas no sentido mais antigo — um espaço posto à parte, um lugar de congregação, onde quem chega deixa lá fora o ruído e se aproxima de algo que o ultrapassa. A ara é o lugar onde a beleza ouvida (Lyra) e a paz vivida (Pax) se reúnem e se partilham.
A reunião dos três
Lyra, Pax, Ara. Beleza, paz, lugar de encontro. Três passos de um mesmo movimento.
É o que este sítio gostaria de ser: um espaço pequeno, atento, onde se possa ler em sossego, ver imagens com tempo, e — quem sabe — encontrar algo de partilha entre quem escreve e quem lê.
Bem-vindo, e boa leitura.